terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Judô: Técnicas de Sacrificio (Sutemi-Waza)


Baseado no artigo Técnicas de Sacrifício publicado por www.judoctj.com.br/

No Judô, existem várias técnicas de sacrifício que são as técnicas em que aquele que aplica o golpe (tori) precisa sacrificar sua posição de vantagem caindo junto com o oponente (uke). As Tecnicas de sacrifício (Sutemi-Waza) se dividem em dois grupos: As de sacrifício para a frente (Mae-sutemi-Waza) e as de sacrifício para o lado (Yoko-sutemi-waza).

O grupo das técnicas de sacrifício para a frente, conhecidas como Mae-Sutemi-Waza é composto pelas cinco seguintes técnicas:

Tomoe-Nage – Significa “arremesso circular”. O tori, ao sacrificar a sua posição, arremessa o uke na sua direção frontal.

Sumi-Gaeshi – Significa “reversão pelo canto”. Diferentemente do Tomoe Nage, o tori não coloca o pé no abdomem do uke, mas sim, o peito do pé na parte interna da coxa do uke, levantando-o e projetando-o em sua direção frontal.

Ura Nage - Significa “arremesso para trás”. Essa provavelmente foi uma técnica importada do Wrestling pelo Sensei Jigoro Kano, assim como o Kata-Guruma. Exige bastante força, e é muito utilizada até hoje também pelos Wrestlers.

Hikikomi-Gaeshi – Significa “puxada invertida”. Muito semelhante ao Sumi Gaeshi. Alguns dizem que a diferença é que as duas mãos do tori encontram-se no mesmo braço do uke, ou que para ser Hikikomi Gaeshi, é preciso segurar na faixa do uke. Alguns chamam esse golpe de obi-tori-gaeshi, por segurar na faixa. A Kodokan reconhece o obi-tori-gaeshi como Hikikomi Gaeshi.

Tawara-Gaeshi – Significa “reversão do saco de arroz”. Pelo nome da técnica, podemos imaginar uma pessoa carregando um caminhão com sacos de arroz. A forma como ele pega o saco de arroz e joga para dentro do caminhão é praticamente o mesmo movimento do tawara gaeshi. Excelente técnica para ser usada como contra ataque, quando o oponente ataca com um morote-gari.



O grupo das técnicas de sacrifício para o lado, conhecidas como Yoko-sutemi-waza era originalmente formado por quinze técnicas mas com a proibição das técnicas: Kani Basami e Kawazu Gake tanto para aplicação em Randori como em Shiai, acabou sendo composto pelas seguintes técnicas:

Uki-waza – Significa algo como “técnica flutuante” ou “técnica de flutuar”. Ao realizar um movimento semelhante ao yoko-ukemi na frente do oponente, ele “flutua”, é projetado pela força e peso do nosso próprio corpo ao cairmos no chão. O detalhe importante que caracteriza o uki-waza é que o oponente é projetado na direção frontal do seu próprio corpo.

Yoko-otoshi – Significa “queda de lado”. É uma técnica basicamente igual ao uki-waza. É o movimento do nosso corpo ao realizarmos o a queda lateral que projeta o oponente. A única diferença em relação ao uki-waza é a direção em que o oponente é projetado: enquanto que no uki-waza o oponente é projetado para a sua própria frente, no yoko-otoshi ele é projetado na direção lateral.

Tani-otoshi - Significa “queda no vale”. Exatamente a mesma mecânica do uki-waza e yoko-otoshi. O que o diferencia é a direção da projeção do oponente. Nessa técnica, o oponente cai para trás. A direção em que cai o oponente é a única diferença entre essas três técnicas.

Yoko-wakare – Significa “separação lateral”. Nessa projeção, utilizamos o peso do nosso corpo na frente do oponente para projetá-lo para o outro lado do nosso corpo. Como se o nosso corpo realizasse uma separação lateral: jogamos o oponente de um lado para o outro.

Yoko-gake - Significa “gancho lateral”. Uma técnica muito rara na prática, visto apenas em katas. Uma espécie de de-ashi-barai onde os dois caem juntos, lateralmente, sendo que a força da projeção está justamente no sacrifício realizado por quem aplica o golpe.

Daki-wakare – Técnica que significa “levantar e separar”. É uma técnica muito semelhante a técnica do wrestling. Como Jigoro Kano estudou muito o wrestling, inserindo movimentos dessa luta no Judô, é possível que essa técnica tenha sido aperfeiçoada tendo como inspiração essa luta, apesar de ser um golpe bastante intuitivo e natural.


Continuando...
Yoko Guruma – Significa algo como “giro de lado”. A sua aplicação lembra as técnicas de amortecimento laterais, como o Yoko Ukemi. Esta técnica é muito eficiente em lutas de jiu-jitsu, sendo que no jiu-jitsu, é importante que o tori não perca a posição, partindo para a montada (tate-shiho-gatame) logo após a projeção.

Soto-Makikomi – Significa algo como “enrosque por fora” O termo makikomi pode ser traduzido como enrosque, giro, volta, rodeio. A idéia é que o tori efetua a projeção utilizando um movimento circular em seu próprio eixo enrolando o uke em seu corpo, projetando-o.

O-Soto-Makikomi - É uma variação de Soto Makikomi quando a técnica é realizada com a perna do tori por fora do lado do uke.

Uchi-Makikomi – Enquanto “Soto” significa “por fora”, o termo “uchi” significa “por dentro”. É a mesma técnica, tendo como diferença mais significativa a posição do braço que auxilia o giro, que neste caso, estará por debaixo do braço do uke.

Hane-Makikomi – É uma técnica de makikomi que parte da posição e da movimentação técnica do Hane Goshi, ou seja, assim como no Hane Goshi, o uke é jogado para cima principalmente pela força do quadril, sendo que no hane makikomi, a partir daí, o tori passa o braço e realiza o giro de sacrifício.

Harai-Makikomi – É uma técnica de makikomi que parte da posição e da movimentação técnica do HaraiGoshi, ou seja, assim como no Harai Goshi, o uke é levantado e varrido pela perna do tori, mas a partir daí, o tori passa o braço e realiza o giro de sacrifício.

Uchimata-Makikomi – Assim como as duas técnicas acima, ele parte da posição e movimentação técnica do Uchimata.

Observação: O yoko-tomoe-nage é apenas uma variação do tomoe-nage. Ao invés de projetar o uke frontalmente, projeta-se lateralmente.



Algumas dessas técnicas são bem interessantes e podem ser utilizadas inclusive sem o judogi, como o yoko-wakare. Agora é só partir pra o treino e repetir muito, pois sem repetição, não há perfeição.

domingo, 6 de dezembro de 2015

Judô: Fases de Aplicação de uma Técnica (golpe) e As Formas de Treinamento


As fases de aplicação de uma técnica são: Kuzushi (desequilíbrio), Tsukuri (preparação) e Kake (arremesso).


As teorias do Kusushi, Tsukuri e do Kake são expressões dos princípios do ponto de vista do Waza. O Tsukuri é construído a partir do Kuzushi, que significa destruir a postura de equilíbrio do seu oponente, e estando você equilibrado torna seu ataque mais eficiente. O Tsukuri consiste na preparação do golpe para a sua aplicação, e o Kake é o golpe em si.

O Kuzushi, Tsukuri e o Kake são os princípios técnicos do Judô, você pode aprender o princípio que pode ser aplicado a todas as fases da vida humana.

Na aplicação de uma técnica (golpe), há duas possibilidades: uma é preparar o adversário para receber a técnica escolhida puxando-o ou empurrando-o, conforme a direção em que se pretende projetar. A outra é aproveitar um desequilibro eventual ou aproveitando a própria força do oponente para aplicar a técnica mais oportuna.

Seja qual for o caso para essa quebra de equilíbrio do adversário, a essa preparação dá-se o nome de “kuzushi” que casa perfeita e harmoniosamente com a máxima que nos deixou Jigoro Kano – um mínimo de força para o máximo de eficiência – o “kuzushi” pode ser direcionado para qualquer um dos pontos cardeais ou colaterais, portanto pode ser realizado em oito direções possíveis:
- Mae kuzushi (à frente);
- Ushiro kuzushi (atrás);
- Migui-yoko-kuzushi (à direita, ao lado);
- Hidari- yoko-kuzushi (à esquerda, ao lado);
- Migui-uchiro (direita para trás);
- Hidari-uchiro (esquerda para trás);
- Migui-mae (frente à direita);
- Hidari-mae (frente à esquerda).


Este início (kuzushi) é muito importante, pois há uma técnica bem definida que virá a seguir, esta é a diferença entre uma bela projeção e uma projeção infeliz.
Continuando seu esforço, o judoca se coloca em posição para o arremesso, essa posição ideal para o lançamento do adversário se chama Tsukuri.
E o próprio momento do golpe, a execução final, damos o nome de Kake.
Uma vez dominado o Kuzushi, passa-se ao Tsukuri, que é o início do Kake. Após o atleta dominar uma técnica, automatizando-a, estas três fases não são notadas distintamente, tornando-se um todo, devido à rapidez na execução do movimento.

Preparar-se para o ataque significa preparar o próprio corpo e o do oponente para o golpe que virá.

Os principais pontos incluídos nas ações corporais preparatórias são:

1 - Não permitir que o oponente perceba claramente as ações que você está realizando.

2 - Desequilibrar o adversário com pequenos movimentos, forçando-o a fazer grandes movimentos. Esse é o princípio da força centrífuga: você se coloca no centro da ação e, com o mínimo de esforços, obriga o adversário se mexer à sua volta.
É preciso escolher a oportunidade certa para cada tipo de ação preparatória e aqui estão as melhores chances para o ataque ao adversário:
a - Ele está para vir à frente
b - Ele está para recuar
c - Ele vai desviar-se para direita ou para esquerda
d - Ele vai aplicar-lhe um golpe
e - O corpo dele está tenso e ele está tentando preparar uma ação
f - Ele se movimenta de modo apressado e impaciente
g - Ele aplicou um golpe
h - Ele tentou aplicar um golpe que falhou
i - Ele tentou aplicar um golpe e está agora procurando recobrar a posição.
j - No exato momento no que ele recobrou a posição inicial.

Lembre-se de um ponto importante: depois de realizar os movimentos preparatórios e ter levantado o oponente no ar, execute um movimento de arremesso, assim o golpe surtirá o efeito desejado.

O importante é você não ficar na defensiva. Se o oponente não pode atacar é porque está ocupado em se defender, isto significa que você está levando vantagem atacando. O ataque é uma defesa e a defesa deve ser um ataque:

1 - Se o adversário empurrar, puxe-o. Se puxar, empurre-o.
Suponhamos que o oponente tenha uma força igual a seis e você uma força igual a quatro. Se um estiver se esforçando para puxar o outro, em direções opostas, é lógico que o quatro perderá para o seis, mas se o mais fraco empurrar quando o outro está puxando em vez de tentar compensar a força do adversário estará somando quatro com seis e poderá derrubá-lo facilmente.

Tenha cuidado: Não tente puxar o oponente depois que ele o empurrou, pois será tarde demais. Do mesmo modo, não tente empurrá-lo quando ele ainda não o puxou, ou você ficará completamente vulnerável.

2 - Mantenha sempre o equilíbrio.
Como aplicar a força contra seu oponente com três variantes:
a) Empurrar, depois relaxar e em seguida puxá-lo.
b) Puxar, depois relaxar e então empurrar. O empurrão deve acontecer sem precipitação, no momento que ele revidar a puxada.
c) Arremessar o oponente é o modo mais eficaz de derrubar o adversário quando a proximidade é tanta que não se pode puxar ou empurrar. Todo o corpo deve ser usado para revirar o oponente e desequilibrá-lo, levantando-o do chão. Nesta ação usa-se a força dos dois braços e o impulso das pernas, joelhos e quadris. Você não deve colocar-se numa posição que o oponente não possa derrubá-lo, mas manter-se nesta posição desde o começo.

3 - Desequilibre o oponente com mínimo esforço.
Para concentrar a força em determinada parte do corpo, é necessário primeiro relaxar com a consciência alerta, sem afrouxar. A regra vital do desequilíbrio (kusuchi), ou seja, a ação que deixa o oponente numa postura fácil de derrubá-lo ou arremessá-lo: a chave é desequilibrar ou quebrar a postura do oponente. Daí pode-se derrubá-lo com o mínimo esforço.
Você pode deixá-lo numa posição instável deslocando o peso do corpo para fora da base de sustentação. Se ele tentar manter o equilíbrio enrijecendo o corpo, ficará em condições desvantajosas e não poderá recuar nem avançar.

O valor real do Judô somente aparece como resultado da prática regular. Para obter-se os benefícios físicos e mentais do Judô, a prática regular e contínua deve ser observada.

Existem várias formas de treinamento para as técnicas que compõem o Nage-waza, as quais são:

TENDOKU-RENSHIU - é a forma de treinamento solitário ou de sombra utilizando aparelhos ou espelho onde se procura lapidar os golpes e melhorar a rapidez.

UCHI-KOMI - é a forma de treinamento geralmente trabalhada aos pares, podendo ser em trio, onde o objetivo é aprimoramento das técnicas, da rapidez e da força localizada, é conhecida vulgarmente como entrada, pois realiza o trabalho de kuzushi e tsukuri, para e volta ao início rapidamente, sem entanto finalizar o movimento (kake).

YAKU-SOKU-GEIKO – é a forma de treino aos pares, livre e bem leve, sem defesa, movimentando-se solto, aproveitando toda e qualquer oportunidade de golpe. O objetivo principal é condicionar os sentidos para o aproveitamento das oportunidades que vierem a surgir durante o combate.

KAKARI-GEIKO - é a forma de treino onde ocorre o ataque consecutivo de esquerda e direita (hidari e migui) com leve defesa do companheiro que apenas utiliza o Tai-Sabaki. É excelente para o condicionamento físico.

RENRAKU-HENKA-WAZA – é a forma de treinamento que permite o estudo e o aperfeiçoamento das técnicas que em sequência se concatenam, se completam e se combinam.

KAESHI-WAZA - é a forma de treinamento que utilizam as técnicas usadas nos contragolpes, é quando o adversário depois de um ataque insuficiente abre a guarda e oferece oportunidade para ser contragolpeado.

RANDORI - é a forma de treinamento livre e completo, é onde o atleta emprega todo o seu conhecimento e capacidade. É onde se testa a própria eficiência e estuda as suas potencialidades e falhas. O Randori pode-se dizer que é a prova final para a luta em si, para o combate (shiai), é a meta final para a qual o atleta se prepara por longos períodos. É onde em poucos minutos ou mesmo segundos todo o esforço pode ser coroado de êxito ou momentaneamente posto por terra. No caso de derrota o judoca deve raciocinar, procurar a falha e corrigi-la, para na próxima tentativa obter a vitória.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Aquecimento no Judô – com certeza uma necessidade




Os exercícios de aquecimento são utilizados em todas as atividades esportivas e na dança como preparatórios ou introdutórios à atividade principal. Apesar dos atletas de baixa idade que ainda não assimilaram o espírito do judô achar que a atividade é só lutar e alguns instrutores, em função do treino que aplicam ser leve, não gostarem e acharem perda de tempo. Embora se discuta na literatura qual a melhor forma para "aquecer" parece ser consenso que ativar o organismo com exercícios gerais e/ou específicos antes da atividade principal em situação de treinamento, competição ou lazer é fundamental para um melhor desempenho esportivo e também para evitar lesões.

O aquecimento assegura a passagem do organismo do atleta da tranquilidade relativa ao estado de trabalho, superando dessa forma a inércia natural do organismo. Entre outros fatores os exercícios de aquecimento alteram: o volume circulante de sangue por minuto, a ventilação pulmonar e o consumo de oxigênio, que somente atingem seu nível máximo cerca de 3-5 min. após o início da atividade.

Na linguagem corrente dos atletas aquecer significa apenas evitar lesões, no entanto, participar da competição ou treinamento sem o devido aquecimento pode significar chegar ao final do combate com um resultado inferior ao seu potencial. Uma entrada em calor prévia com o aquecimento integral do corpo a uma temperatura ótima para a realização da atividade principal se justifica principalmente por trazer as seguintes vantagens:

a) Passa a existir menos perigo de lesões devido ao aumento da elasticidade do aparelho músculo-ligamentar e da mobilidade das articulações;

b) As reservas energéticas são mobilizadas para a carga que vem a seguir;

c) As reações bioquímicas são aceleradas pela atividade das enzimas para poder ressintetizar mais rapidamente a energia necessária para realizar a carga;

d) As funções orgânicas são elevadas a um nível mais favorável de forma que o organismo possa adaptar-se mais rapidamente à carga seguinte;

e) Prepara os processos nervosos para à carga através da repetição de reflexos específicos ao esporte praticado, bem como de ações voluntárias;

f) Prepara o organismo para ativar o metabolismo aeróbico para retardar o cansaço.

De acordo com o estabelecido acima o aquecimento pode cumprir diversas funções e portanto deve-se levar em conta: o tipo de atividade principal para a qual estaremos preparando os atletas, o nível dos atletas, seu estágio de preparação, em quanto tempo ele deverá ser submetido aos esforços máximos e ainda características individuais dos atletas como categoria de peso, técnica preferida (Tokui-Waza) etc. Assim um aquecimento antes de uma competição de alto rendimento deve diferir de um aquecimento de treino, bem como uma atividade de aquecimento no início de temporada deve ter intensidade diferente de uma pré competitiva. Outros aspectos importantes a serem considerados são o nível de treino dos atletas, idade dos mesmos, as condições de temperatura e pressão e ainda se for o caso de uma competição se é o aquecimento inicial ou entre combates.


Poucos autores se referem a um aquecimento específico para judô, sugere-se que um aquecimento siga em linhas gerais os seguintes passos.

1) Mobilização articular e alongamento - todas as articulações devem ser trabalhadas ordenadamente de cima para baixo (braços, cintura escapular, tronco, quadril e pernas e pé - 4 a 5 vezes cada) e a amplitude dos movimentos deve ser gradativa, os alongamentos musculares devem seguir uma ordenação e uma metodologia específica; nesta primeira fase sugere-se apenas a movimentação das articulações e não exercícios que exijam alongamentos sub-máximos [Tempo aproximado 1-2 min.] Obs: Esta fase é especialmente importante em temperaturas baixas;

2) Aquecimento orgânico (geral) que deve elevar a frequência cardíaca (F.C.) a pelo menos 120-130 batimentos por minuto (bat/min.), isto vai requerer um controle individual do esforço e pode ser feito com corrida, saltitamentos ou exercícios mistos como por exemplo alternar corrida com ukemi e ainda uchi-komi de sombra ou treinamento sombra que é o equivalente ao uchi-komi (entrada de golpes) porém sem parceiro - Tandoku-renshuo [Tempo aproximando 5-8min.];

3) Aumento da temperatura corporal e ativação da via energética anaeróbica lática - a intensidade deve aumentar de forma a ativar (exigir) a utilização da fontes de energia anaeróbica lática, que no judô é predominante no combate. Algumas atividades devem ser propostas com frequência cardíaca elevada próxima de 160 bat/min., são recomendadas atividades específicas de Uchi-komi com variações na intensidade (número de entradas, velocidade e repouso entre as séries). Neste ponto deve-se orientar a atividade de forma que atinja objetivos de preparação das habilidades motoras específicas e individuais, como Uchi-komi do Tokui-waza e em sequência (Renraku) -parado, em movimento e c/ projeção – após essa fase o atleta já pode executar exercícios de força, velocidade e flexibilidade sub-máximos; [Tempo aproximado 4-6 min.];

4) Ativação da via energética anaeróbica lática através de atividades de explosão de até 6-8 segundos e com intensidade máxima (Uchi-komi de velocidade e ou exercícios mistos de tachi-waza e ne-waza), nesta fase deve-se observar um repouso ativo maior para evitar a fadiga; [Tempo aproximado 2-3 min.];

5) Ainda quanto as habilidades motoras parece ser importante que sejam executadas algumas habilidades no solo (Katame-komi, viradas e passagens de guarda), disputa de pegada e ações de defesa de forma a ativar os processos nervosos para estes movimentos específicos. [Tempo aproximado 2-3 min.];

6) Finalmente o atleta deve estar preparado psicologicamente para a luta e este fator deve ser levado em conta durante o aquecimento, o que quer dizer que deve-se saber a ordem dos combates e o atleta que luta em primeiro lugar já entra em preparação para o combate, nesse caso o atletas deve antecipar (mentalizar) os seus primeiros movimentos na área de combate levando em consideração inclusive a adaptação de seu jogo com o do adversário - preparação tática.[Tempo aproximado 1-2 min];

7) O aquecimento deve encerrar com uma atividade de relaxamento, nos casos em que o atleta ainda deva esperar algum tempo antes de seu próximo combate ou de ativação individual e massagem quando for participar do combate nos próximos minutos. [Tempo aproximado 2-3 min.];

A temperatura corporal deve ter sido elevada (1 a 2 graus) de forma que as enzimas sejam ativadas devidamente.

Os resultados de Waldemar Sikorsky e colaboradores (pesquisadores poloneses) indicam que em média em um combate os períodos de ataque não são superiores a 30 segundos de atividade para 10 segundos de intervalo. As atividades propostas no aquecimento devem necessariamente incluir as ações que o atleta utiliza predominantemente, Tokui-waza, renraku-waza e também as atividades de ne-waza, pois somente dessa forma atingiremos o objetivo de preparar os processos nervosos para a carga específica – com exercícios específicos Uchi-komi - Nague -komi - kumikata - e Ne-waza pode-se atingir esse objetivo.

Essas são as linhas gerais que se acredita serem importantes para um aquecimento pré-competição. Sugere-se ainda que em alguns aspectos o aquecimento deva ser individualizado como, por exemplo: observar as diferença que existem entre os pesos pesados e os ligeiros e a preferência pelo combate em pé ou no solo, tipos de pegada e postura etc.

A padronização e a monitorização do aquecimento traz diversas vantagens para o treinador e sua equipe. Em primeiro lugar orienta o atleta de forma que assegure que a entrada em calor seja suficiente e ampla com a abrangência necessária conforme o estabelecido no planejamento. Depois de aprendido o aquecimento padrão, e na falta de um preparador físico, este pode ficar ao encargo dos próprios atletas. Seguindo-se as linhas gerais do aquecimento os atletas podem adaptá-los as suas reais necessidades, como Tokui-Waza, peso, condição física atual e o momento real de entrada em combate. Ainda que não possamos contar com um preparador físico específico no evento deve-se orientar/monitorar o aquecimento pela frequência cardíaca, pelo tempo das atividades propostas e/ou número de repetições de cada exercício. No caso de aquecimentos de treino é recomendável que ele seja variado na sua forma e também na dinâmica para evitar o "stress" mental da repetição constante de uma mesma atividade.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Dez coisas que você deve saber sobre o seu Instrutor de Judô (sensei)


Neil Ohlenkamp - Judoinfo



1. Seu sensei ama judô. Esta é a razão pela qual ele quer praticar e ensinar.
2. Seu sensei quer compartilhar judô com todos. É um presente valioso que deve ser compartilhado.
3. Seu sensei sabe que judô não é fácil de aprender. É preciso muito trabalho e uma quantidade considerável de tempo. Seu sensei gastou muito tempo neste treinamento e compreende o empenho necessário. Seu sensei quer que você se esforce para ser, e eventualmente venha a ser, melhor do que ele.
4. Seu sensei quer que o treinamento seja seguro porque há riscos inerentes na prática de judô, Todos os alunos devem colocar a segurança acima de todos os outros objetivos.
5. Você é importante para o sensei. Não haveria judô sem participantes de todos os níveis e cada um é importante. Isso faz parte do princípio do judô do bem-estar e benefício mútuo.
6. Seu sensei pode ser confiável para guiar sua instrução. Seu sensei prepara cuidadosamente lições e faz ajustes para os níveis de desempenho individuais e de classe. No entanto, no início tudo pode não ser claro para você, bem como ter a paciência necessária.
7. Uma vez que seu sensei quer melhorar, ele também se beneficia de ter a oportunidade de praticar judô com você. Um dos objetivos do judô é se esforçar continuamente para aperfeiçoar a si mesmo para que você possa contribuir com algo de valor para o mundo. Se você está tendo dificuldade no treino ou pensando em desistir, discuta isso com seu sensei para que ele possa ver o problema a partir do seu ponto de vista e poder ajudá-lo.
8. Seu sensei quer que você desenvolva seu judô fora do treino. Quanto mais você ler, praticar e aprender por conta própria, mais valioso será o seu tempo de treinamento. Mantenha-se fisicamente apto e, se possível, com condicionamento além do exigido. 9. Seu sensei precisa de sua ajuda. Sua turma só se beneficiará e se desenvolverá com a ajuda uns dos outros, zele pelo local, cuide dos tatames e do material de treinamento, ajude nos treinamentos e torneios, etc.
10. Para o seu sensei, judô é um modo de vida.

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

OSS... O que significa?


Em textos sobre artes marciais você já deve ter lido, como também ter ouvido, em vários lugares ou treinos a expressão “Oss”. Mas afinal o que significa Oss?

A definição do famoso OSS tem muitas origens. Algumas pessoas erroneamente atribuem o Oss a abreviação de Ousadia, Superação e Sucesso. Apesar de ser uma tradução criativa e que se encaixa bem para o ambiente de luta, o real significado não tem nada a ver com isso.

Outra origem é numa primeira definição do OSS como a abreviação da palavra Onegai Shimassu, que se traduz como um pedido, uma solicitação, um convite como "por favor", "por gentileza" ou "com licença", muito utilizado p/ convidar o companheiro de treino p/ lutar.

A segunda definição de OSS que também conhecido como Ossu (não faz diferença de como se escreve em português), significa Oshi Shinobu, cuja idéia (pois a tradução ao pé da letra não condiz com o contexto) é a de "perseverar enquanto se é empurrado", ou seja, não desistir jamais, ter determinação, disposição e suportar o mais árduo dos treinamentos, continuar sem desistir, sob qualquer pressão (toda aquela idéia de força interior, típica da cultura oriental).

Por isso, no inicio da luta/combate, o atleta marcial grita, invoca, emana o OSS, como forma de liberação desse sentimento, muito embora em muitas fontes, o OSS é definido como uma manifestação da energia ki, ou seja, um kiai diferente, indicando que já se esteja pronto para a luta.

Segundo Miyamoto Musashi, no livro go rin no sho (livro dos cinco anéis), existiam 3 tipos de gritos utilizados pelo Samurai:
1 - Antes do combate, para mostrar energia,
2 - Durante o combate, na hora de atacar, para obter mais força (kiai) e,
3 - Depois da luta, para comemorar a vitória ou urrar a derrota.

O OSS além de demonstrar o espírito de força e a determinação antes da luta, é também utilizado para indicar ou confirmar uma informação, assim sempre que o Sensei perguntar ou informar algo, responde-se OSS, uma resposta que indicará o entendimento ou a confirmação do entendimento.

OSS é uma expressão fonética criada na Escola Naval Japonesa, e é usada universalmente para expressões do dia-a-dia, um cumprimento como “sim”, “por favor”, “obrigado”, etc…

Em japonês, sua transcrição correta é OSU, e seus dois caracteres representam “pressionar” (osu) e “suportar” (shinobu). Então podemos concluir que “Oss” implica em pressionar a si mesmo ao limite de sua capacidade. O “espírito de OSS” é retratado como a “perseverança sobre a pressão“. Além disso o OSS, é uma demonstração de respeito, não por hierarquia, mas pela admiração, pelo prazer da companhia, por simpatia, confiança e respeito por si mesmo.

“OSS” pode ser “Tenha Garra!“, onde mostramos nosso respeito e força, por isso nunca devem ser pronunciadas ao vento, sem um motivo certo ou mesmo sem que o corpo todo envie essa energia de motivação. Atitude, postura, estado de espírito são fundamentais para que toda a energia do “OSS” seja expressada corretamente.

No Judô, temos uma outra palavra de estímulo muito utilizada para darmos o “último gás” nas competições: o GAMBARE.

Gambare é uma palavra japonesa muito significativa. Comum no cotidiano, Ela expressa o espírito japonês de força, persistência e coragem. ela resume a mensagem de demonstração de apoio, de solidariedade e de esforço daqueles que compartilham os mesmos momentos. Quando você fala Gambare para alguém é como se estivesse desejando ao outro:
Força, Coragem, Firme, Tenha Garra, Estou com Você, Avante!

Não podemos negar que um “OSS“, “Gambare” ou mesmo um “Tenha Garra!” são palavras de prontidão, onde mostramos nosso respeito e força, por isso nunca devem ser pronunciadas ao vento, sem um motivo certo ou mesmo sem que o corpo todo envie essa energia de motivação.

domingo, 1 de novembro de 2015

O que nos leva a buscar aprender uma arte marcial?


Sensei Allan Franklin /Colunista Artes Marciais Fight



Oss! Para entendermos o que nos leva a buscar aprender uma arte marcial, devemos ver todo o panorama da nossa sociedade e analisarmos caso a caso, pois são muitos os motivos que nos levariam a um Dojo ou escola de qualquer arte marcial. Em primeiro lugar devemos ressaltar que hoje o panorama do mundo mudou e sendo assim, isso não seria diferente com as artes marciais. Hoje temos diversos profissionais de várias artes marciais extremamente qualificados como lutadores.

Temos grandes professores de Karatê, Kung Fu, Judô, Ju Jutsu, Aikido, Tae Kwon Do, Muay Thai, Krav Magá e até atualmente de MMA. Mas devemos lembrar que dependendo da idade que a pessoa tenha e a expectativa desta pessoa, algumas artes marciais se fazem mais adequadas do que outras. O aspecto competitivo, por exemplo, não cabe para todos nós.

Portanto pertencer a uma escola marcial que dê mais valor a uns do que outros só porque esses vão competir e outros não pode frustrar muitas pessoas.

Por isso não creio que essa política seja a certa. Conheço uma pessoa que estuda Judô e que tem um futuro promissor nesta arte e poderia ser um grande Sensei, mas que anda desmotivado por ter também uma idade madura a qual para o aspecto esportivo, é encarada como idade avançada. Por isso seu foco é mais a aprendizagem completa do Judô e não o foco esportivo.

Daí essa pessoa anda afastada de seu Dojo porque sua escola está muito envolvida com os campeonatos e sendo assim, tal amigo mesmo já tendo participado de alguns campeonatos, tem sua vida, sua esposa e não pode se focar em campeonatos. Segundo me disse desde a última vez que conversamos, seu Dojo por estar focado em campeonatos, tem deixado de lado outras técnicas que poderiam estar sendo passadas e que fazem parte do panorama e programa de aprendizagem do Judô, mas que acabam não acontecendo e ele não aprendendo.

Sem dúvida alguma seu Sensei é espetacular profissional e como pessoa, mas tal acontecimento faz com que meu amigo fique se sentindo de lado por não estar participando de campeonatos. Fui praticante de Tae Kwon Do durante uns quinze anos e neste período que treinava e parava por justamente falta de grana, sentia muito isso, pois o Tae Kwon Do da WTF que por sua vez é bastante focado no esporte, ou seja, hoje já é até um esporte olímpico, já trazia esse espírito de panelinhas aqui e ali e isso para mim desanimava muito.

Jamais gostei da idéia de campeonatos por não acreditar que esta fosse a melhor maneira de se viver a arte que praticamos seja ela qual for. O que eu queria era aprender a arte em si.

Sem dúvida em tudo há os dois lados e o aspecto competitivo também trás coisas boas e boas experiências, mas devemos entender que dentro de uma escola marcial deve haver uma seleção daqueles que gostam, querem e estão aptos a competir e uma seleção daqueles que simplesmente querem aprender tal arte que está estudando para suas vidas e dia a dia. Penso que no caso de meu amigo, não só tal Dojo como o Judô, correm o risco de perderem um grande representante.

Portanto aquele que busca uma arte marcial deve também entrar nessa escola que ele escolheu com as informações necessárias de como é a estrutura da arte marcial escolhida. Existem artes marciais que em sua metodologia de ensino há vinculado aspectos esportivos e que só se chega à faixa preta tendo curso de arbitragem, tendo participado de competições etc. Já outras ainda não são tão obrigatórias assim, mas sim mais opcional como no Karate-Do por exemplo. Mas isso não significa que não possa vir a mudar tal panorama e na nossa arte também tais exigências possam existir. Até porque lutam por aí diariamente pelo Karate nas olimpíadas.

Aqueles caminhos marciais que não possuem campeonatos acabam sendo mais atrativos para pessoas mais velhas e adultas, pois nem todos se vêem competindo por aí e muitos possuem uma vida que não comporta trabalhar, sustentar sua família e muitas vezes estudar e ainda competir.

É por isso que muitas vezes quem não está neste caminho, critica os que estão, pois inegavelmente os valores financeiros falam mais alto nos caminhos marciais que contam com competições que sabemos gerar muito dinheiro anualmente e esquecimento dentro dos Dojo de alguns alunos por parte do Sensei, Sifu ou Kiosanin.

Existem lugares onde a fome por dinheiro é tamanha, que adiantam alunos em termos de graduação para que os mesmos venham dar aulas representando esses professores e que desde a primeira faixa que permite o aluno competir, este professor coloca tal aluno para competir. Muitas vezes esses mesmos professores deixam de lado aqueles alunos com mais dificuldade na aprendizagem ou mesmo os mais inseguros.

Penso que as artes marciais não devam tomar o rumo que o Boxe tomou e querer investir em campeões, pois existem diversos tipos de pessoas e com idades variadas que podem ser bons profissionais e representantes das artes escolhidas por eles no futuro, mas para isso precisam aprender a arte que estão estudando e amadurecer dentro dela tendo a atenção de seus orientadores.

Neste processo muitas vezes independendo da idade, estes praticantes com menos desenvoltura ou inicialmente inseguros, necessitam se fortalecer e para isso precisam da atenção de seus professores.

Muitas vezes também aquele que despontou desde cedo no treino, pode dar um bom competidor, gerar fama para a escola, mas nem sempre um exemplo de professor.

Vamos nos preocupar com o panorama dos Dojo e escolas de artes marciais porque não devem ser uma fábrica de campeões, mas muito antes disso, deve ser um local de iluminação pessoal através das artes marciais. Quantos bons profissionais, ou seja, faixas pretas que nunca competiram mais estudaram pra si a arte escolhida, estão por aí vivendo suas vidas dignamente porque levaram o melhor da essência da arte para suas vidas, famílias e sociedade!


Quantos anônimos formados por mestres como Benedito Nelson ou Carlos Henrique de Melo o “Shihan Kung” ambos do Karate-Do, pela família Gracie ou pelo mestre Oswaldo Fadda também do Ju Jutsu, pelo Sifu Leo Imamura ou Sifu Marcos Abreu do Ving Tsun etc. que se defendem bem, são boas pessoas, bons exemplos para seus filhos e amigos e nem por isso tem seus nomes por aí? Nem todos nós buscamos competir, nos destacar e aparecer com medalhas ou troféus!

Portanto acredito que toda escola marcial deva sim ter e fazer uma entrevista com seus candidatos a alunos, pois uma arte marcial deve ser preservada e levada como algo muito importante pelas pessoas e os profissionais das mesmas, devem ser os primeiros a levantarem tal bandeira e ter tais cuidados na hora da aceitação do aluno. Pra isso o dinheiro deveria ficar em segundo plano, mas como vivemos num país onde dificilmente se vive do que gosta, a maioria se corrompe e acabam passando por cima dos valores, isso acaba sendo uma idéia utópica.

Deve se ter em mente que aqueles que competem podem ser muito bons em torneios e campeonatos, mas nem por isso necessariamente melhores alunos da escola em si, pois o foco da competição e forma que ali acontece à luta, muito difere da realidade. E vemos muitos que estudam pra sí, imaginando que se tiverem que lutar e defender suas famílias, lutando bem mais de modo agressivo do que o competidor. Portanto os professores darem mais atenção para aqueles que se destacam para campeonatos e desprezar os alunos que não têm tal foco competitivo é contrariar a filosofia das artes marciais.

As buscas também ocorrem por vezes de acordo com o biótipo dos candidatos a praticantes de artes marciais, esses acabam buscando artes marciais que se adaptam melhor. O problema que vejo nisso é quando alguém não se adapta a algum sistema e sai dele partindo para outro que se encontre mais, mas falando mal daquele outro o qual não se adaptou.

Isso é uma coisa que devemos cortar na nossa sociedade, pois é nessa que se criam os pensamentos preconceituosos contra os kata que na maioria das vezes devido à complexidade para aprender e entende-los, muitos crêem serem movimentos em vão e que em realidade não funcionam.

Devo dizer que para muitos o panorama das artes marciais se limita apenas as artes de lutar agarrado e em termos de lutar em pé, só contam com técnicas do Boxe. Quando falo isso alguns vêem como preconceito com tais artes, mas digo que estes que não entendem, não gostam ou não se adaptam aos kata, também acabam sendo preconceituosos com os praticantes de artes que possuem kata. Portanto que venhamos a respeitar as escolhas de cada um no que diz respeito ao que cada um quer para si. Eu pessoalmente vejo como todos os sistemas marciais possuem seu valor e eficiência. Tenho predileção pelo Karate-Do, mas vejo eficiência e admiro logicamente o Kung Fu pelo parentesco com o Karate-Do, admiro o Judô, Ju Jutsu, Aikido, Capoeira etc.

Vamos refletir esta semana sobre esses aspectos, pois ao mesmo tempo que muitos jovens buscam uma arte marcial para canalizarem suas energias e gostam muito de competir, nem todos tem seus dezoito ou vinte e poucos anos e buscam o mesmo. E devemos lembrar de respeitar as diferenças entre as escolas e estilos, como respeitar a escolha do outro sem ridicularizar essa escolha distinta da nossa.



quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Judô: Melhor luta do que a de muitos "barbados"


A melhor luta que já assisti!

Posted by Jadilson Pessoa on Quarta, 11 de dezembro de 2013